Dói tanto…
quando os teus amigos não têm tempo pra ti.
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Alguém sabe aquela música que é assim: tu ruru tututuuuuuuu tu turu ru tuuuuuuu?
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As pessoas não respeitam os outros, não aceitam as dificuldades dos outros, não compreendem os outros.
Não conseguem compreender, aliás, nem sequer acham que devem compreender os outros e as atitudes dos outros. As pessoas divertem-se rindo-se dos outros, das personalidade que elas não têm, das diferenças e daquilo que não fariam, fazendo uma comparação estúpida com o outro.
As pessoas parece que levaram uma lavagem ao cérebro. Mesmo que sejam simpáticas ou procurem ajudar-nos, são cínicas e gozonas. Falam nas costas, fazem “trocadilhos” para os outros, contam “private jokes” (que toda a gente consegue entender, mesmo a “vítima”) sobre uma pessoa e não são genuínas. Querem ser como os “grandes” da sociedade, aqueles que fazem quinhentas coisas ao mesmo tempo, são cínicos, gozões e não respeitam os outros, ou pelo menos não querem saber dos interesses deles, aqueles que pisam os outros, que atiram a mão pra trás do ombro como que a dizer “quero lá saber disso!”. Aqueles que tratam os outros pelo nome, só por uma questão de oportunismo.
A sociedade é uma coisa que eu não consigo entender.
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a minha ginecologista é a minha nova amante.
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Conheci-te na montanha, onde a neve cobria tudo o que de mal tinha acontecido, onde o branco não podia ser mais branco e não podia tornar as coisas mais puras.
Em pouco tempo, ficámos amigos. Tu levaste-me a sítios que eu não conhecia e juntos descobrimos coisas novas, coisas que desconhecíamos até então. As flores desabrocharam por entre a neve fria e gélida na Primavera.
Com o tempo, tudo se foi tornando mais belo ainda, ou pelo menos assim parecia. Disseste-me que sim e que não, choraste e riste, mas no fundo, tu e eu só estávamos a viver. E era tão intenso, que não podia ser só bom ou só mau. Era bom e mau. Era alegre e triste. Nem podia ser mais ou menos. As coisas não eram assim.
Com o tempo, apercebemo-nos de que de facto estávamos a viver juntos há muito tempo e que precisávamos de fugir, de deixar de pertencer um ao outro. Eu fui em busca de mim mesma, por já não poder estar contigo.
As flores tornaram-se cinzentas e o céu deixou de ser azul. De repente, tudo ficou claro e certo. Eu não era quem tu conhecias. Nem eu me conhecia a mim mesma. E foi no campo que me encontrei.
Vivo agora numa casa de campo, perto do mar e das searas, mas longe de tudo o resto. E é aqui que me procuro. Espero que algum dia possa dizer “encontrei-me, agora vou encontrar-te a ti”.
bunybambina ♥
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Quando tenho um orgasmo (dos bons) fico tonta.
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Eu quero ser uma fada. Daquelas que têm vestidos esvoaçantes e asas enormes, que vestem um rosa apagado e são lindas. São mágicas. Cantam maravilhosamente bem e toda a gente gosta delas. Elas são puras e inocentes. Elas fazem o Bem e compreendem os outros. Elas não choram, porque são felizes. Vivem num mundo que não é o nosso e em que nós não podemos entrar.
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